quarta-feira, 6 de julho de 2011

FORD KA 2012

O COMPACTO MAIS VENDIDO DA MARCA DO OVAL AZUL GANHA CARA NOVA E VERSÃO ESPORTIVA

A vida do Ka sofreu uma reviravolta em 2008. O antigo compacto de quatro lugares cedeu espaço para um modelo feito para atender as necessidades do consumidor de carros populares, com espaço para passageiros e bagagem. O Ka virou um sucesso e rapidamente assumiu lugar de destaque na linha de produtos da Ford.

 A mudança renovou o visual do Ka


 A versão Sport é a maior novidade do Ka 2012


As faixas decorativas foram inspiradas no Mustang


As rodas de liga leve também foram modificadas


Na parte de trás, as lanternas translúcidas se destacam


O aerofólio traseiro não nega o caráter esportivo


O interior ganhou iluminação branca nos instrumentos


O painel exibe grafismo inédito


O para-choque ganhou nova grade e entrada de ar trapezoidal


Os bancos são diferenciados e decorados com o logotipo Sport


Por isso, é fácil entender a atenção dedicada na primeira reestilização feita no modelo que hoje responde por 19% das vendas da Ford. As principais mudanças foram realizadas na frente, que ganhou novo para-choque e faróis com máscara negra. Atrás, as lanternas do Ka trocaram as lentes vermelhas por um conjunto transparente e o para-choque ganhou um aplique preto com dois refletores na parte inferior. As calotas e rodas de liga leve de 14 polegadas também são novas. 

Olhando por dentro é mais difícil reparar nas alterações. A principal delas foi a adoção da iluminação branca, que substitui a antiga de tom esverdeado. O revestimento dos bancos e painéis de porta é inédito e algumas partes do painel receberam pintura prateada. As palhetas dos limpadores do para-brisa agora são do tipo flat-blade - mais eficientes e silenciosas - e o compacto também recebeu mudanças na suspensão, que ganhou borrachas no batente superior. Segundo a Ford, a alteração visa melhorar o isolamento acústico do veículo. 

Mas a grande novidade do Ka 2012 é o reposicionamento da versão com motor 1.6. A partir de agosto, o propulsor é oferecido na versão Sport, equipada com spoiler dianteiro, saias laterais, aerofólio e rodas de liga leve de 15 polegadas. Chama muita atenção a decoração do carro, com a opção de uma exclusiva cor laranja e faixas decorativas em preto fosco (nas cores preta e vermelha as faixas são brancas) inspiradas no Mustang Boss. O interior tem acabamento exclusivo, com o logotipo Sport nos bancos. 

No que diz respeito ao desempenho, o Ka 2012 também evoluiu. O motor Zetec RoCam 1.0 atinge a velocidade máxima de 162 km/h com etanol e 160 km/h quando abastecido com gasolina. No caso do propulsor 1.6, os números sobem para 181 km/h e 178 km/h. Os preços do Ka 2012 começam em 24.500 reais sem opcionais. A versão Sport custa a partir de 35.900 reais.


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sexta-feira, 1 de julho de 2011

Por que o carro no Brasil é tão caro? Saiba que a culpa também é sua.


Altas margens de lucro, impostos e custos de produção mandam preços para as alturas


Automóveis vendidos no Brasil são de 30% a 80% mais caros que os comercializados no exterior


O carro que o brasileiro compra é de 30% a 80% mais caro que o veículo vendido para consumidores que vivem em países como Estados Unidos, Argentina ou México. E, embora as montadoras responsabilizem exclusivamente os altos impostos e os elevados custos de produção pelos preços, o real motivo não é assim tão simples.

Especialistas ouvidos pelo R7 dizem que o mercado brasileiro ainda é pouco desenvolvido e pouco educado. O consumidor aceita pagar altos valores por veículos geralmente defasados e mal equipados porque, na maioria das vezes, dá atenção apenas ao valor da parcela do financiamento, ignorando o valor total, os juros e os longos prazos.

A consequência disso é que, de acordo com estudo do banco britânico Morgan Stanley feito em 2009, a margem de lucro de algumas montadoras é três vezes maior no Brasil do que em mercados similares.

A culpa pelos altos preços, portanto, também é sua, minha e do nosso vizinho. Embora os fabricantes brasileiros não divulguem suas margens de lucro e não façam comentários sobre o assunto, é possível ver a questão pelo contexto mundial.

O analista alemão Stephan Keese, especialista em mercado automotivo da consultoria Roland Berger, diz que o Brasil ajudou a "salvar" os resultados globais de montadoras que não foram tão bem assim em outros países.

- Basicamente, todo o dinheiro que a Fiat ganhou no ano passado foi por causa da operação no Brasil. As montadoras ganham um bom dinheiro no país.

A mesma lógica vale para fabricantes como a General Motors, cuja matriz americana precisou ser resgatada pelo governo para não quebrar completamente durante a crise financeira iniciada em 2008.

As vendas em países emergentes, onde carros de projetos antigos, que já "se pagaram", ainda são aceitos pelos consumidores, ajudaram a tirar os fabricantes do buraco.

Para Mauro Zilbovicius, professor do Departamento de Engenharia de Produção da Poli-USP e coordenador do laboratório de estudos da mobilidade, o mercado é, em grande parte, responsável pelo preço.

- No Brasil, estamos acostumados a associar preço a custo, e não se trata disso. Preço é uma questão de mercado. Se o produto vende, é porque tem alguém que está disposto a comprar. Aqui, [o carro] é mais caro porque tem gente disposta a pagar. E o preço mais alto aqui pode compensar uma margem menor [das montadoras] no exterior.



Honda City fabricado no Brasil custa mais barato no México que no mercado nacional / Divulgação


Brasil x México x Argentina
O mercado nacional de automóveis é o quarto maior do mundo, atrás de China, Estados Unidos e Japão. Em 2010, mais de 3,3 milhões de carros e veículos comerciais leves foram vendidos, número 10,5% superior na comparação com 2009. O Brasil também exporta para países como México e, com base nos preços praticados lá, podemos ter uma ideia melhor de como são altos os valores por aqui.

Exemplo 1: o Honda City fabricado no Brasil e exportado para o México custa, por lá, o equivalente a R$ 29.379. Ainda que aplicássemos sobre o preço final a carga tributária máxima para veículos vendidos aqui (36,4% - que, na realidade, vale para veículos de cilindrada maior), o valor por lá ficaria em R$ 40 mil - são R$ 15 mil a menos do que o preço do City de entrada no Brasil.

Exemplo 2: o Volkswagen Gol 1.6 feito em São Bernardo do Campo (SP) custa R$ 17.863 para os mexicanos. Mais uma vez, se aplicássemos a carga tributária máxima para veículos vendidos aqui, o valor por lá ficaria em R$ 24.365. São praticamente R$ 9 mil a menos do que o preço brasileiro.

No caso de veículos importados da Argentina - como Ford Focus e Chevrolet Agile (veja tabela abaixo) - os valores praticados aqui também são consideravelmente mais altos, sem mencionar o fato de que muitos desses veículos são vendidos lá fora com mais equipamentos em sua versão básica do que aqui no Brasil.



O aço usado no Brasil é até 40% mais caro do que em outros países, segundo a Anfavea / Divulgação


Produção e impostos contribuem para o preço
Então toda a culpa pelos preços altos é das montadoras, que têm margens maiores, e dos consumidores, que aceitam pagar qualquer valor por um carro? Não exatamente. Embora os fabricantes tentem "fugir da responsabilidade", o argumento de que os custos de produção e logística no Brasil são maiores é válido.

Para o consultor Keese, esse é um dos fatores que prejudicam a competitividade do Brasil.

- Além dos custos de materiais, o custo humano [salários, benefícios e outros encargos trabalhistas] é relativamente alto no Brasil, se considerarmos o nível de qualificação da mão de obra.

O presidente da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), Cledorvino Belini, afirma que a entidade prepara um amplo estudo, feito por uma consultoria internacional, que vai avaliar a competitividade do Brasil em toda a cadeia produtiva - para identificar onde o país pode aplicar medidas que desonerem a fabricação de veículos.

- Precisamos trabalhar para melhorar a competitividade no Brasil. Para se ter uma ideia, o aço que usamos aqui é até 40% mais caro do que em outros países.

Quanto aos impostos, na comparação com os mercados desenvolvidos, a tributação brasileira é consideravelmente mais alta. Nos EUA, as taxas representam 6,1% do preço final, cifra que sobe para 9% no Japão e 16% na Alemanha. Basta fazer as contas, no entanto, para notar que os impostos não são os únicos responsáveis pela diferença de preços.



Hyundai aproveitou o mercado favorável e emplacou o hatch i30 na liderança do segmento / Divulgação


Preços favorecem importação
Uma das consequências dos altos preços de carros no Brasil, aliados a taxas de câmbio favoráveis, é que o mercado fica extremamente favorável aos importados, como comprovam os números de vendas de janeiro.

No mês passado, os automóveis vindos de fora representaram 23,5% do total de vendas no país. Seis anos atrás, eles representavam apenas 5%.

De acordo com o professor Zilbovicius, diante de preços tão altos, as marcas de fora encontram um bom cenário para "comprar mercado", como é o caso das sul-coreanas Hyundai e Kia e, posteriormente, das chinesas que começam a pipocar por aqui.

- São montadoras com boa escala de produção lá fora e que chegam aqui para comprar mercado. Em vez de montar uma fábrica no Brasil, eles preferem investir em mídia e preço menor. Primeiro, abrem mão de margem de lucro para depois, no futuro, investir em fábrica.

Como os números mostram, a tática tem funcionado. O consumidor vê as vantagens de comprar um veículo que, mesmo pagando os tributos "normais" e as taxas de importação, chega aqui a preços competitivos na comparação com as outras opções disponíveis nas concessionárias.






Carros: Brasil x México x Argentina
Honda City
Honda City
BrazilR$ 55.240
MéxicoR$ 29.379 (212 mil pesos mexicanos)
VW Gol 1.6
VW Gol
BrazilR$ 33.230
MéxicoR$ 17.863 (128,9 mil pesos mexicanos)
Ford Focus Hatch 1.6
Ford Focus
BrazilR$ 53.710
ArgentinaR$ 34.906 (83,9 mil pesos argentinos)
Chevrolet Agile
Chevrolet Agile
BrazilR$ 36.116
ArgentinaR$ 24.101 (57,9 mil pesos argentinos)






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quinta-feira, 24 de março de 2011

Ex-mendigo constrói carro com martelo e talhadeira na Paraíba


Orismar de Souza, 35 anos, demorou quatro anos para concluir projeto.
Ele disse que ainda tem sonho de ter um carro de verdade.


O ex-mendigo Orismar de Souza, 35 anos, morador de São José de Piranhas (PB), sempre teve o sonho de dirigir um carro. A paixão automobilística surgiu aos 9 anos, quando começou a construir carrinhos com lata de óleo, no sítio onde trabalhavam os pais, produtores rurais em Cajazeiras (PB). Aos 17 anos, ele viu um dificiente físico dirigindo um carro adaptado e teve o seguinte lampejo: "vou construir meu próprio carro". O sonho se tornou realidade em dezembro de 2010, quando ele concluiu o seu atual meio de transporte, o 'camarão móvel'. 

Usando apenas uma talhadeira e um martelo, que foram presentes de um vizinho, Souza disse que começou a cortar as primeiras chapas de aço. "Virei piada. Lembro de quando vi um homem montando um portão em uma casa e perguntei onde ele comprava as chapas de aço. Ele riu da minha cara e disse que eu estava louco quando falei que queria construir um carro."

Orismar de Souza disse que passou fome para juntar dinheiro e comprar chapas de aço (Foto: Divulgação/Wagner Batista da Silva/Arquivo Pessoal)

Souza contou que chegou a passar fome para guardar dinheiro e conseguir comprar o material para a lataria do 'camarão móvel'. "Deixava de comer para juntar todo o dinheiro necessário. Em quatro meses eu juntei R$ 450 e fui até a cidade comprar as chapas. Ninguém acreditava, todo mundo ria de mim. Fui muito humilhado por isso, mas eu venci e construí meu carro, sozinho, com minhas próprias mãos."
Ele disse que a inexperiência em lidar com o aço quase o fez desistir do sonho. "Comecei a cortar o aço com a talhadeira e o aço foi ficando mole, não sabia mexer com isso e me assustei. Depois, quando fui dobrando as peças, ele voltou a ficar rígido. Foi Deus que me ajudou e consegui dar forma ao carro."
A única habilidade que Souza disse ter era lidar com a terra, quando ajudava os pais na roça. "Comecei a fazer miniaturas com o metal das latas de óleo que minha mãe usava em casa. Trocava os carrinhos por galinha, ovo, comida e roupa. Era o jeito que eu conseguia ajudar meus pais. Eu fazia carro de polícia, trator e até picape. Quando meus pais viram aquilo, até compraram uma latinha de tinta para eu pintá-los."
Orismar usou peças de vários carros para concluir seu projeto automobilístico (Foto: Divulgação/Wagner Batista da Silva/Arquivo Pessoal)
Para construir o 'camarão móvel', Souza disse que pedia muitas peças nas oficinas da região e também pegava tudo que era descartado no lixo. "Peguei um motor de motocicleta, de 125 cc, para mover o carro. Antes, a ligação era feita com pedal, igual ao de moto, na parte traseira. Agora, em dezembro, consegui fazer a ignição com chave e também coloquei câmbio com ré."
Souza disse que o 'camarão móvel' chega até 80 km/h na rodovia de asfalto. "Na cidade e no barro eu ando devagar, não passo dos 40km/h. Cabe duas pessoas, mas não tenho namorada. Quando ando na rua é aquela festa, porque muita gente me admira e acaba tirando foto."
Apesar de ter conseguido construir seu próprio carro, o ex-mendigo, que faz bicos de faxineiro e cortador de cana, disse que espera um dia arrumar uma garagem fixa para seu 'camarão móvel'. "Na verdade, na verdade, ainda sonho em ter um carro direitinho, com placa, documento e tudo, além de um lugar para guardá-lo com segurança."
Carro foi construído durante quatro anos em São José de Piranhas (PB) e roda com motor de motocicleta 125 cc (Foto: Divulgação/Wagner Batista da Silva/Arquivo Pessoal)
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quinta-feira, 17 de março de 2011

Dono revoltado com descaso destrói Lamborghini a marretadas


Operários foram contratados para destruir o Lamborghini/Reprodução

Até que ponto um dono insatisfeito de um Lamborghini Gallardo L140 pode chegar, para protestar contra o péssimo serviço de pós-venda da marca italiana na China? O vídeo abaixo mostra que o limite é extremo!
Um empresário de Qingdao, província de Shandong, decidiu destruir o superesportivo em público, no emblemático Dia Mundial dos Direitos do Consumidor, ontem (15 de março), para mostrar sua revolta.
O dono diz que o motor do superesportivo de luxo parou de funcionar em 29 de novembro de 2010, apenas seis meses depois da compra. Ele chamou o guincho do revendedor Lamborghini, que levou o carro para a oficina.
Quando o Lamborghini voltou, o defeito persistia e, como se não bastasse, o para-choque e o chassi haviam sido danificados durante o reboque.
Após contatar a loja várias outras pessoas e não ser atendido, o proprietário reclamou até para Stephan Winkelmann, chefe da divisão Lamborghini na China, mas ninguém assumiu a responsabilidade pelos danos.
Revoltado com o descaso, o empresário decidiu contratar um grupo de trabalhadores da construção civil para destruir o Lamborghini defeituoso em público.
Ele afirmou que, nos últimos anos, o povo chinês tem consumido casa vez mais produtos de luxo, mas as marcas internacionais buscam apenas explorar o mercado chinês e ignora os interesses dos consumidores.
O protesto custou caro: um Lamborghini Gallardo é vendido por algo em torno de R$ 900 mil (US$ 529 mil) e R$ 1,3 milhão (US$ 760 mil), dependendo das especificações. Mas cuidado ao ver o vídeo, pois as cenas são fortes...
Assista ao vídeo:

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